O Botafogo iniciou sua preparação para a temporada 2025 com uma vitória convincente no amistoso contra o Novorizontino, realizado neste sábado (22/3) no Estádio Nilton Santos. Sob o comando do técnico Renato Paiva, a equipe venceu por 3 a 1, com direito a dois gols de Patrick de Paula, que tem mostrado sua importância no elenco. O zagueiro Alexander Barboza também deixou sua marca, completando o placar. Este jogo serviu como o último teste antes do início oficial da temporada, que promete ser recheada de desafios para o Glorioso.
A Preparação para a Temporada
O amistoso contra o Novorizontino foi mais do que uma simples partida. Ele foi um teste crucial para o Botafogo, que já tem um calendário apertado pela frente. Com três semanas de treinamentos intensivos após a eliminação precoce no Campeonato Carioca, o time precisava mostrar evolução no seu jogo coletivo, principalmente com a estreia iminente no Campeonato Brasileiro, contra o Palmeiras, no próximo domingo (30/3). Além disso, o clube tem pela frente o desafio da Libertadores, que começa três dias depois, contra a Universidad de Chile.
Por ser um amistoso de preparação, o resultado ficou em segundo plano. O mais importante era avaliar a execução das ideias de jogo treinadas, o entrosamento da equipe e as possibilidades de ajustes. O Botafogo mostrou que tem potencial para ser um time competitivo, mas também que ainda há ajustes a serem feitos. Com uma proposta de jogo mais propositiva, buscando a saída desde a defesa, o time encontrou dificuldades contra a marcação bem organizada do Novorizontino.
Primeira Etapa: Um Jogo de Altos e Baixos
O primeiro tempo foi marcado por uma atuação equilibrada, mas sem grandes emoções. O Botafogo, apesar de ter dominado a posse de bola, não conseguiu ser incisivo no ataque. Artur foi uma das principais peças ofensivas da equipe e teve uma boa oportunidade aos 11 minutos, após uma falha na defesa adversária. Porém, o atacante finalizou para fora. O time ainda estava encontrando seu ritmo e explorando mais as jogadas aéreas.
O Novorizontino, por sua vez, teve suas chances, com Robson e Matheus Frizzo chegando com perigo. Contudo, o Botafogo foi quem abriu o placar aos 39 minutos. Após um chute de Alex Telles que bateu na trave e nas costas do goleiro, Barboza aproveitou para marcar. Pouco tempo depois, aos 42, Patrick de Paula mostrou sua habilidade com um belo chute de fora da área, colocando o Glorioso em vantagem de 2 a 0.
Segundo Tempo: Botafogo Melhora, Patrick de Paula Brilha
No segundo tempo, as equipes fizeram várias mudanças e o jogo perdeu um pouco de intensidade. O Botafogo teve dificuldades para criar chances, mas Patrick de Paula apareceu novamente aos 21 minutos para garantir o terceiro gol. Ele recebeu passe de Igor Jesus e, com muita categoria, fez um gol de canhota, mostrando que pode ser um dos pilares do time nesta temporada.
Com o 3 a 0 no placar, o Botafogo relaxou um pouco e viu o Novorizontino crescer. A equipe paulista teve uma boa chance com Patrick, que acertou o travessão, e logo depois, Marlon descontou com um belo chute no ângulo. Apesar de tomar um gol, o time de Renato Paiva conseguiu administrar a pressão e segurar a vitória.
Análise do Jogo
O amistoso foi útil para que Renato Paiva testasse diferentes formações e observasse o desempenho de diversos jogadores. Patrick de Paula, que substituiu Savarino (cedido à seleção da Venezuela), foi um dos grandes destaques da partida, com dois gols e uma atuação muito convincente no meio-campo. Barboza, que além de marcar também foi fundamental na defesa, teve uma excelente participação. Alex Telles, com sua inteligência tática, também foi um dos melhores, contribuindo para o bom desempenho do time.
Por outro lado, o time ainda mostrou alguns pontos a serem ajustados. A defesa, embora tenha se comportado bem na maior parte do tempo, teve alguns momentos de vacilo, como o gol sofrido no final. O ataque também precisa de mais repertório para ser mais eficiente em jogos decisivos.
O Futuro Imediato
Agora, com a preparação praticamente concluída, o Botafogo se concentra na sequência de competições que começam em breve. A estreia no Campeonato Brasileiro será contra o Palmeiras, no Allianz Parque, no domingo (30/3), um jogo de peso logo no início da competição. Além disso, a participação na Libertadores, com o primeiro jogo contra a Universidad de Chile, promete ser outro grande desafio para o time, que busca a classificação para as fases mais avançadas da competição continental.
Renato Paiva Reflete sobre o Amistoso e Aposta no Potencial do Botafogo para a Temporada
Após a vitória por 3 a 1 sobre o Novorizontino, Renato Paiva usou a coletiva pós-jogo para refletir sobre o desempenho do Botafogo. O treinador, que iniciou sua jornada no comando do Glorioso em meio a muitas expectativas, mostrou bom humor ao comentar a evolução do time. No entanto, ele também foi pragmático ao analisar os pontos positivos e negativos da partida, com a estreia do Campeonato Brasileiro e da Libertadores se aproximando rapidamente.
Bom Humor e Expectativas
Ao ser questionado se o time já estava ganhando "a cara" do treinador, Paiva fez questão de deixar claro, com uma boa dose de humor, que não esperava que o Botafogo fosse se assemelhar a ele, como pessoa. "Espero que nunca tenha a cara do Paiva, que é feia", brincou o técnico, arrancando risadas da imprensa. Mas, apesar da piada, ele foi sério ao falar sobre as ideias que começou a implementar no time e sobre a evolução visível no campo.
Espero que nunca tenha a cara do Paiva, que é feia (risos). Espero que tenha as ideias do treinador em cima daquilo que eles já têm. E hoje houve coisas dessas. Não foi uma exibição constante, houve alternâncias de qualidade, melhor, pior, mas há coisas que estamos querendo acrescentar hoje ao jogo que eles têm que nós já vimos, e isso me deixa satisfeito.
Em relação à construção, tivemos momentos interessantes e tivemos momentos em que não percebemos ainda, o que é normal, quando é que tu tens que jogar mais curto e quando é que tu tens que jogar mais longo. E as pessoas fazem muita confusão que quando se sai a jogar por trás, ou se sai a jogar apoiado com o goleiro e com os zagueiros, que temos sempre que jogar curto e que temos sempre que fazer 15 passes. Não! Nós temos que jogar em função do posicionamento do adversário. E temos que perceber, quando começarmos a mexer a bola atrás, a mover a bola atrás, se de fato dá para jogar numa primeira linha, numa segunda linha, ou se tens que jogar mais largo. E aí a percepção ainda não foi aquela ideal. Quando eles perceberam isso, nós conseguimos sair jogando bem curto e largo também. Mas foi nos momentos em que eles perceberam e não foi durante o jogo todo.
Ajustes na Saída de Jogo
Renato Paiva fez questão de destacar a importância de ajustar a saída de bola desde a defesa, algo que ainda precisa de trabalho, mas que é comum em um período de preparação. "É algo que ainda precisa de ajustes, tanto sobre quando deve ser executada, quanto sobre a forma de fazer isso com mais segurança", comentou o treinador, referindo-se à dificuldade do time em conseguir criar jogadas rápidas a partir da defesa, especialmente contra times que, como o Novorizontino, jogam com uma linha defensiva compacta e bem organizada.
Na parte da criação, não é fácil jogar contra uma linha de cinco. Nunca foi e nunca será. Ainda por cima, uma linha de cinco que caça muito os teus jogadores que jogam entre linhas. E o jogo posicional é muito disto, de diferentes alturas e de jogo entre linhas, e tu estás sempre caçado. Mas depois, quando tu estás caçado, há espaços por outro lado. E essa percepção também eles foram tendo ao longo do jogo, porque eu acho que a equipa foi melhorando ao longo do jogo na percepção e nas correções que nós fizemos. Na pressão alta e na reação à perda, acho que é a parte melhor do jogo. Enquanto a equipe fisicamente esteve bem, acho que é a parte melhor do jogo a nível da exibição. A compactação das linhas, o bloco estar junto, ganhamos muitas bolas que os adversários, por um mau passe ou por um mau controle, por não estarmos perto, inclusive temos gols ganhando a bola e recuperando a bola mais à frente. E já não é a primeira vez, já que contra o Cruzeiro tinha acontecido. Isto é um bocadinho daquilo que nós queremos.
A dificuldade em quebrar essa defesa mais sólida do adversário foi um dos pontos destacados por Paiva. "O Novorizontino jogou com três zagueiros, o que dificultou nossa vida. Mas a forma como pressionamos e tentamos furar essa linha foi um ponto positivo", analisou, reconhecendo que o time precisará melhorar nesse aspecto para as próximas competições, especialmente no Campeonato Brasileiro, onde enfrentará equipes bem postadas na defesa.
Patrick de Paula: Aposta Certa no Ataque
Um dos maiores destaques da partida foi o volante Patrick de Paula, que teve uma atuação impecável ao marcar dois gols e ajudar a comandar o meio de campo. Paiva fez questão de elogiar a performance de Patrick e explicou sua escolha em colocá-lo mais à frente, no lugar de Savarino, que estava com a seleção da Venezuela.
Minha base é sempre olhar para o individual, analisar o indivíduo e perceber dentro das suas características, as melhores e as menos boas, onde é que ele pode ajudar mais o coletivo e em que posição ele pode potenciar mais essas características. Sei que o Patrick jogou muitas vezes mais recuado, só que eu vejo ali características que, não vou dizer por coincidência, porque eu digo aos meus jogadores que no futebol não há coincidências, há trabalho, e hoje, quando ele saiu, eu disse: “Está vendo? Percebes?” Porque de fato as características para mim que ele tem, ele não pode estar muito longe da área, não pode estar muito longe do gol. Estando a um nível físico ótimo, ele tem uma capacidade de atacar e defender. E hoje o futebol já não dá para atacar e não defender, e defender e não atacar, o futebol já não dá para isso. O futebol é um jogo completo em que todos têm que viajar com a bola, seja para a frente, para trás, para a direita ou para a esquerda. E o Patrick faz isso com alguma facilidade, porque também já tem as rotinas de jogar, por exemplo, com dois meias um pouco mais atrasados.
É o que eu digo, do Patrick e de todos, ir à procura da sua melhor versão, entendendo o jogador, naquilo que ele de fato é muito bom, naquilo que ele pode melhorar e naquilo que ele não tem tão bom, e não colocá-lo em zonas onde aquilo que ele não é tão bom possa ser exposto. Temos que corrigir essas coisas e quando elas estiverem melhor, colocá-lo aí. Portanto, muito satisfeito com o trabalho que ele tem feito nestes 15 treinos, mas mesmo muito satisfeito, muito satisfeito com o que ele fez hoje. Aliás, muito contente, porque satisfeito eu nunca estou, e eles já sabem e já ouviram. Mas estou contente com aquilo que ele fez hoje e o caminho do Patrick é este mesmo.
A Visão de Paiva para o Futuro
Apesar de alguns erros normais para um time em fase de preparação, Renato Paiva saiu de campo satisfeito com o desempenho de seus jogadores. "Eles olharam para o jogo com a vontade que nos trouxe duas taças. Isso me deixa muito contente", afirmou, fazendo referência aos títulos conquistados no passado. Paiva tem demonstrado uma mentalidade positiva, incentivando seus jogadores a manterem o foco no que já foi alcançado e no que está por vir.
Ele também fez questão de destacar a qualidade do Novorizontino, que, apesar da derrota, apresentou um futebol bem estruturado e competitivo. "Foi um bom teste, pois o Novorizontino não se intimidou e nos forçou a trabalhar muito para conseguir a vitória. Isso é algo que levamos para casa como aprendizado", concluiu.
Com a temporada se aproximando e os desafios da Libertadores e do Campeonato Brasileiro no horizonte, o Botafogo de Renato Paiva parece estar caminhando na direção certa. A equipe tem mostrado bons sinais de evolução, e o técnico parece cada vez mais confortável no comando. O bom desempenho de jogadores como Patrick de Paula, que promete ser uma peça-chave para a temporada, só reforça as expectativas positivas em torno do Glorioso.
O Desafio do Campeonato Brasileiro e da Libertadores
O amistoso contra o Novorizontino foi apenas o começo de um longo ano para o Botafogo. Agora, com o Campeonato Brasileiro se aproximando, os ajustes finais precisam ser feitos. Paiva e seus comandados têm pouco tempo para consolidar a filosofia de jogo e se preparar para as dificuldades que estão por vir. O primeiro desafio será contra o Palmeiras, no Allianz Parque, no dia 30 de março.
Além disso, a estreia na Libertadores, marcada para o dia 2 de abril, contra a Universidad de Chile, será um teste ainda mais exigente para o Glorioso. O técnico e os jogadores sabem que o caminho será árduo, mas as lições tiradas do amistoso contra o Novorizontino serão fundamentais para a preparação do time.
FICHA TÉCNICA BOTAFOGO 3 X 1 NOVORIZONTINO
- Estádio: Nilton Santos
- Data-Hora: 22/3/2025 – 16h15
- Árbitro: Jodis Nascimento de Souza (RJ)
- Assistentes: Fábio Ramos França (RJ) e Victor Augusto Camões de Abreu (RJ)
- Renda e público: 6.931 torcedores
- Cartões amarelos: Jair e Raul (BOT); Luís Oyama e Patrick Brey (NVZ)
- Cartões vermelhos: –
- Gols: Alexander Barboza 39’/1ºT (1-0), Patrick de Paula 42’/1ºT (2-0), Patrick de Paula 21’/2ºT (3-0), Marlon 32’/2ºT (3-1)
BOTAFOGO: John (Léo Linck – Intervalo, depois Raul 24’/2ºT); Vitinho (Mateo Ponte 19’/2ºT), Bastos (Jair – Intervalo), Alexander Barboza e Alex Telles (Cuiabano 19’/2ºT); Gregore, Marlon Freitas (Allan 29’/2ºT) e Patrick de Paula (Kauan Lindes 40’/2ºT); Artur (Nathan Fernandes 40’/2ºT), Igor Jesus (Rwan Cruz 29’/2ºT) e Santiago Rodríguez (Matheus Martins – Intervalo) – Técnico: Renato Paiva.
NOVORIZONTINO: Airton (Jordi – Intervalo); César Martins (Rafael Donato 27’/2ºT), Dantas (Renato Palm 18’/2ºT) e Patrick (Rodrigo Soares 36’/2ºT); Waguininho (Fábio Matheus 36’/2ºT), Jean Irmer (Willian Farias 18’/2ºT), Luís Oyama (Marlon – Intervalo), Matheus Frizzo (Pablo Dyego – Intervalo) e Patrick Brey (Léo Tocantins 27’/2ºT); Robson (Nathan Fogaça 27’/2ºT) e Léo Natel (Igor Formiga 18’/2ºT) – Técnico: Eduardo Baptista.
